Ontem fiz apometria pra uma cliente que estava de cama. Virose, segundo o médico.

Quando abri o campo energético dela, não encontrei vírus.

Encontrei tensão crônica. Preocupação excessiva. Rigidez interna. Autocobrança brutal. Dificuldade de soltar controle.

Tudo somatizado. Tudo virado febre.

E aí me veio a pergunta que sempre vem nesses casos:

Por que o corpo escolhe adoecer?

Seu corpo não é burro.

Ele sabe que você ignora cansaço. Que empurra limites. Que trata sinais de alerta como inconveniência.

Dor de cabeça? Analgésico. Continua.

Tensão nos ombros? Ignora. Continua.

Insônia? Chá de camomila. Continua.

Exaustão profunda? Café. Continua.

Você só para quando "não tem jeito".

Então o corpo cria o "não tem jeito".

Deixa eu te explicar o mecanismo.

Quando você vive em estado de tensão constante, preocupação que não desliga, músculos contraídos, respiração curta, alerta permanente, o organismo entra em modo de sobrevivência.

Sistema nervoso em estado de ameaça. Sempre.

Como se um predador estivesse sempre atrás de você. Como se o perigo nunca passasse.

Só que não é tigre. Não é terremoto. Não é incêndio.

É a própria mente criando emergências onde não existem.

Lista mental rodando 24h. Problemas sendo antecipados. Catástrofes sendo planejadas. Controle tentando garantir que nada dê errado.

O corpo recebe isso como sinal: perigo real.

E reage como se fosse.

Libera cortisol. Contrai músculos. Acelera coração. Trava digestão. Desliga sistema imune pra economizar energia pro que parece urgente.

Só que a urgência não passa. Nunca.

Porque não é ameaça real. É ameaça criada pela mente.

Mas o corpo não sabe diferenciar.

Então fica lá. Contraído. Alerta. Defendendo você de um perigo que não existe fisicamente, mas existe neurologicamente.

Dias. Semanas. Meses.

E sabe o que acontece?

O organismo entra em sobrecarga.

Sistema imune deprimido por falta de recursos. Inflamação crônica instalada. Músculos tensos demais há tempo demais começam a doer sozinhos. Digestão comprometida. Sono superficial ou inexistente.

Você acumula. Empurra. Compensa.

Até que o corpo faz a única coisa que resta:

Para você à força.

Febre te deita. Corpo moído te impede de levantar. Fraqueza remove ilusão de que ainda pode continuar.

Não é azar. Não é vírus aleatório.

É somatização.

O corpo pegou toda a tensão, toda a rigidez, toda a preocupação que você não processou e transformou em sintoma físico.

A única linguagem que você ainda obedece: doença.

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