
Você lembra do jogo Super Mario?
Não o jogo bonitinho de agora. O antigo, aquele dos anos 90, pixelado (acho que entreguei a idade).
Você passava fases inteiras pegando moedinhas, crescendo, ficava grande, forte, invencível. Pulava mais alto, quebrava tijolos com a cabeça. Sentia que dominava aquele universo fantástico de 8 bits.
Aí, de repente.. Puff.
Um cactozinho sacana te encostava.
E você regredia. Pequenininho, vulnerável e normal de novo. Como se nada daquilo tivesse acontecido.
Pior: você sabia que o cacto tava ali. Você tinha passado por aquela fase antes (provavelmente umas 20x). Tinha visto ele... mas encostou mesmo assim.
Ontem eu estava ativando as mesas radiônicas e me veio essa percepção brutal: a gente vive num Super Mario sem fim.
E o cacto? O cacto é real.
Não é só metáfora não. É literalmente assim que funciona na vida real.
Você junta as ferramentas: Terapia, apometria, mesa radiônica, curso de abundância, banho de sal grosso…. Vai pegando as "moedinhas" do jogo. Crescendo, ganhando confiança, começando a ocupar espaço e sentindo que finalmente entendeu como esse jogo funciona.
Aí vem o cacto. 🥴

Às vezes é uma frase do seu pai.
Às vezes é o ex mandando mensagem.
Às vezes é você mesmo, olhando Stories de alguém "mais evoluído" e pensando: "quem eu penso que sou?"
Puff.
Pequeno de novo.
E sabe o que me deixa maluca? A gente SABE que o cacto tá ali.
Você já caiu naquele buraco 50x.
Já sabe que comparação te diminui.
Já sabe que julgamento te paralisa.
Já sabe que dúvida sobre si mesmo te faz voltar três casas no jogo.
Mas continua caindo.
Por quê?
Porque você tá jogando distraído, amor.
Presença não é palavra bonita de mantra. Presença é você perceber o exato momento em que o cacto aparece e escolher não encostar nele. É você sentir a comparação subindo e pensar: "Ah não, dessa vez não."
Mas aí você me diz: "Silvia, mas é automático, eu nem percebo."
Exato. É automático. E é nisso que o jogo te pega.
Você acha que tá evoluindo porque fez 3 sessões de apometria e agora entende sobre linha energética.
Mas evolução de verdade não é acumular técnica.
É não deixar o cacto te pegar de novo.
E olha, tem cacto em todo canto. Tem na opinião da sogra, tem no comentário aleatório de Instagram ,tem no silêncio da pessoa que você gosta, tem na conta que não fecha... Tem no corpo que não tá "perfeito".
Tem dentro da sua própria cabeça, te dizendo que você não é bom o suficiente, não sabe o suficiente, não merece o suficiente. 🤦♀️
Chamo isso de Ciclo do Cacto.
Você cresce, brilha, ocupa espaço…
Aí, Puff… alguém ou alguma coisa te cutuca no ponto certo (ou errado) e você regride emocionalmente em segundos.
Não é sobre voltar ao início do processo terapêutico. É pior.
É você se comportar como se todo o trabalho interno nunca tivesse acontecido.
É você que já trabalhou medo de rejeição voltando a não mandar aquela mensagem.
É você que já desbloqueou merecimento voltando a cobrar menos do que vale.
É você que já ressignificou culpa voltando a se justificar pra gente que não te respeita.
E o pior: você nem percebe que ficou pequeno de novo até 3 dias depois, quando olha pra trás e pensa: "Pera. Por que eu reagi assim? Eu já tinha superado isso."
Não tinha, amor. Você só tinha entendido isso.
Entender não é o mesmo que estar imune ao cacto.
Agora responde com honestidade cirúrgica:
Qual é o SEU cacto?
Aquela coisa específica que, toda vez que aparece, te faz regredir.
É opinião de quem?
É que tipo de situação?
É que sentimento?
E a pergunta que dói mais:
Quantas vezes você já tocou no mesmo cacto achando que dessa vez seria diferente?
Se você fechou os olhos agora e pensou "não sei", eu vou te ajudar:
É a coisa que te faz se defender.
Toda vez que você sente necessidade de se explicar.
De se justificar.
De provar que não é aquilo que alguém insinuou.
Essa urgência? É você ficando pequena de novo.
Porque a versão grande de você não precisa de validação externa. Ela só joga.
Se você chegou até aqui achando que eu ia te dar fórmula mágica pra nunca mais regredir, sinto muito. Não tenho.
O que eu tenho é isso: o jogo não acaba. Os cactos não desaparecem.
Mas você pode aprender a jogar com presença.
Pode aprender a crescer de novo mais rápido.
Pode aprender a não cair no mesmo buraco pela décima vez.
Pode aprender que regredir não é falhar, é só parte do jogo.
E principalmente: pode aprender a ver o cacto antes de encostar nele.
Se essa edição te cutucou no lugar certo (ou errado), compartilha com alguém que também tá jogando esse jogo.
Às vezes a pessoa só precisa ouvir: "Você não tá maluco. É um cacto mesmo."
Semana que vem eu conto o que acontece quando você finalmente aprende a jogar de verdade.
Nos vemos do outro lado.
Silvia
