23:40… eu estava deitada, celular na mão, aquele scroll despretensioso, sem destino, de quem deveria estar dormindo mas não está.

Um vídeo aparece no feed. Uma neurocientista e psicóloga contando uma história simples, daquelas que começam pequenas e terminam te acertando no estômago. Ela falava sobre a mãe dela, como a mãe sempre falou mal de quem tinha dinheiro, durante anos, em casa, na mesa do jantar, nas conversas do dia a dia. Rico é ladrão... rico é desonesto. Dinheiro não traz felicidade. Quem corre atrás de dinheiro é ganancioso.

E ela percebeu, já adulta, já com formação, já entendendo como a mente funciona, que estava carregando cada uma dessas frases dentro de si como verdade absoluta. Que sempre que o dinheiro tentava entrar na vida dela, alguma coisa invisível sabotava. Que ela tinha herdado da mãe não só os olhos e o jeito de rir, mas também a crença profunda de que dinheiro era coisa de gente ruim.

Eu assisti o vídeo inteiro sem piscar.

Aí meu dedo rolou pra baixo, meio que no automático (eu me treinei a não olhar comentários, pois sempre tem pessoas com o prazer de destilar ódio e críticas sem pensar ou analisar a informação), e o meu olho fixou num comentário enorme.
Um bloco de texto longo, daqueles que a pessoa claramente escreveu com raiva, relendo e adicionando mais, como se as palavras não fossem suficientes pra conter o que estava sentindo por dentro.

Não foi agradável de ler… não foi inteligente e não foi justo.

Cliquei no perfil de quem tinha escrito.

Foto de perfil: mandala dourada.

Bio: "🕉️ Buda • Ayahuasca • Despertar da Consciência"

Fiquei olhando pra tela por um bom tempo, sentindo aquela mistura estranha de tristeza e reconhecimento de quem já viu essa cena se repetir muitas vezes de formas diferentes.

O cara com Buda e Ayahuasca na biografia estava destilando veneno nos comentários de uma mulher que estava simplesmente contando como descobriu que herdou da mãe crenças que sabotavam sua própria vida financeira.

Não é irônico... é revelador.

Porque quando alguém reage com raiva desproporcional a um conteúdo, especialmente um conteúdo que não foi agressivo, que não atacou ninguém, que simplesmente falou uma verdade sobre como a gente herda crenças sem perceber, essa raiva não é sobre o conteúdo.

É sobre o espelho.

Aquela neurocientista estava descrevendo exatamente o mecanismo que opera dentro de muita gente. E o cara explodiu porque reconheceu.

Não conscientemente, conscientemente ele estava "discordando".
Mas em algum lugar mais fundo, mais antigo, mais protegido, algo dentro dele apertou com força e a única saída que ele conhecia era o ataque.

Porque se ele parasse de verdade pra ouvir o que ela estava dizendo, teria que olhar pra uma verdade difícil demais: talvez a raiva que ele sente quando alguém fala de dinheiro seja exatamente a prova de que ele também herdou essas crenças.

Que talvez a mãe dele também falou mal de rico. Que talvez o pai dele também associou dinheiro a desonestidade. E que ele também pode estar, há anos, sabotando a própria prosperidade com uma programação que não é dele mas que virou ele.

Isso dói demais pra olhar de frente.

É mais fácil atacar a mensageira.

Há mais de dez anos eu sento com pessoas nos tratamentos e ouço histórias sobre dinheiro. Não sobre estratégia financeira, não sobre investimento, não sobre planilha de gastos.

Sobre o que a vovó dizia quando alguém comprava algo caro. Sobre o que o pai falava quando vizinho prosperava. Sobre a frase que a mãe repetia toda vez que conta apertava: "dinheiro não fica na mão de gente boa".

Essas frases não ficam na infância. Elas crescem junto com você, se instalam no inconsciente, operam em silêncio, e aparecem na sua vida adulta não como frases mas como padrões.

Por exemplo:
Você não consegue cobrar o que seu trabalho realmente vale.
Sempre aparece um imprevisto quando as coisas começam a melhorar financeiramente. Você sente um desconforto estranho quando alguém fala de dinheiro com leveza, com naturalidade, sem culpa.
Você mesmo sem perceber afasta oportunidades boas.

E você não conecta isso com a voz da sua mãe na cozinha falando mal do vizinho que tinha carro novo.

Mas está tudo conectado, amor. Está tudo profundamente conectado.

A neurocientista do vídeo teve a sorte de perceber o mecanismo em si mesma. De olhar pra própria vida financeira, olhar pra história da própria família, e juntar os pontos.

Mas a maioria não consegue fazer isso sozinho.

Não porque não seja inteligente, ou porque não seja espiritual.
Mas porque essas crenças estão tão enraizadas, foram plantadas tão cedo, reforçadas tantas vezes, que viraram parte da identidade da pessoa.

Você não pensa "eu tenho uma crença de que dinheiro é coisa de gente desonesta".
Você simplesmente sente repulsa quando alguém fala de dinheiro com naturalidade e acha que isso é discernimento.

Você não pensa "eu tenho uma programação de escassez herdada da minha família". Você simplesmente vive no aperto mês após mês e acha que é circunstância.

A crença não aparece como crença. Aparece como a sua própria voz, como a sua própria verdade ou como quem você é.

E é por isso que é tão difícil de ver sozinho.

Há alguns dias eu fiz um workshop que acerta exatamente nessas camadas. Não na superfície, não na estratégia, não no comportamento visível, mas nas crenças que operam nos bastidores. Naquelas que você herdou antes mesmo de ter vocabulário pra nomear o que estava recebendo.

O Riqueza sem Bloqueios nasceu para isso. Não é promessa de resultado rápido. É o trabalho de ir fundo no que realmente te segura, naquilo que a sua mãe, a sua avó, a sua linhagem inteira acredita sobre dinheiro e que você está repetindo sem saber.

Se isso fez sentido dentro de você, o link está abaixo e você pode dar uma olhada em todas as transformações que isso pode te trazer.

O aprendizado que isso me deixou? Espiritualidade é um campo tão profundo e tão amplo… que muitas vezes custamos a acreditar na influência que isso tem em nosso dia a dia.

Há décadas esse tipo de conhecimento é tratado como algo irreal ou místico… e justamente por nos ser “ensinado” desta forma, não damos importância e deixamos esse nosso lado à parte da nossa vida.

Entenda, você é um ser físico, energético, mental e espiritual. E tudo isso, junto, influencia tudo na sua vida. Não perceber sobre uma parte deste todo, pode ser crucial para algo na sua vida não ter o resultado que você espera.

Então continua aqui comigo, toda semana! Vou te ajudar a entender melhor isso tudo!

Abraços

Silvia
O Portal

P.S.: Me segue no Instagram @terapeutasilviacarolo, lá eu falo sobre esses padrões invisíveis toda semana.

P.S.2: E se isso acertou em você, encaminha pra 2 pessoas. Especialmente aquelas que tem frase espiritual na bio mas não consegue equilibrar as contas no fim do mês.

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