Essa história não aconteceu comigo.

Aconteceu com meu companheiro Jean, que também trabalha com espiritualidade, com limpezas, com encaminhamentos. Ele me contou no dia seguinte, ainda processando o que tinha vivido naquela noite.

E quando ele terminou de contar, eu sabia que precisava compartilhar isso com vocês. Porque a maioria das pessoas não faz ideia de que essas coisas acontecem. De que tem crianças vendo presenças que ninguém mais vê. De que tem obsessões espirituais acontecendo dentro de casas normais.

Vou deixar ele contar com as palavras dele. Porque algumas histórias precisam ser contadas por quem viveu.

[Por Jean]

Era outono… uma manhã fria num sábado qualquer no oeste catarinense.

Fui visitar a avó da Silvia pra ver como ela estava, levar umas coisas, fazer companhia. Quando cheguei, reparei numa árvore do lado da casa dela, Mão de Deus o nome da árvore, aquela que dá flores amarelas lindas, vibrantes.

Essas flores têm um poder específico: quando você prepara o floral dela, a homeopatia, quem ingere perde vícios. É uma planta medicinal potente e ancestral.

Colhi muitas flores naquela manhã. Enchi o carro e voltei pra clínica que a gente tinha na época pra preparar a homeopatia.

Tirei tudo do carro com cuidado, levei pra dentro, preparei todo o processo. Quando terminei e estava indo embora, olhei pro chão do lado do carro e vi uma única flor amarela que tinha caído. Tinha ficado ali, “esquecida”.

A peguei, guardei dentro de um vaso de xaxim que tinha na clínica… não sei por que guardei… só guardei.

E fui pra casa.

23:40, eu e a Silvia já estávamos na cama… o telefone toca.

Um amigo nosso, voz tensa… controlada demais.

"Cara, preciso de ajuda. Agora. A casa aqui tá... tá precisando de ajuda."

Levantei, peguei minha panelinha de defumação, os elementos, as coisas que eu sempre levo. A Silvia ficou com as crianças dormindo e eu fui.

Quando cheguei na casa dele, a cena já era estranha antes de eu entrar.
Ele me esperava na porta, a esposa e a filha de 5 anos grudadas nele no térreo. Assustados, tensos.

"Minha filha de 8 anos está lá em cima. Sozinha. Ela... ela tá vendo uma menina, faz dias. E hoje a coisa piorou."

Entrei… Já senti um arrepio na espinha antes mesmo de subir a escada. Sabe aquele frio que não vem da temperatura, aquele peso no ar que você sente quando um lugar está ocupado por algo que não deveria estar ali…

Subi devagar pro segundo andar.

A menina estava sentada na ponta da cama. Calma demais… olhar fixo num canto do quarto.

Quando me viu, falou com aquela voz de criança que soa estranha demais saindo de uma boca de 8 anos:

"Tio, ali tem uma menina. Ela está com muita raiva que você está aqui."

Respirei fundo. Perguntei com calma: "Onde ela está?"

Ela apontou pro canto do quarto.

"Ela está mandando você embora, tio. Metade do rosto dela é só osso… ela tem muita raiva."

Fiquei em pé ali, sentindo o ar denso, pesado. Não era a primeira vez que eu atendia uma situação assim. Mas ouvir uma criança de 8 anos descrevendo uma entidade obsessora com essa naturalidade assustadora nunca fica fácil.

Ela continuou, a voz saindo mecânica:

"Ela falou que quer ficar brincando só comigo dentro de casa. Ela falou que vai matar o papai, vai matar a mamãe, e ela vai ficar só comigo. Mas ela quer que você saia daqui, tio. Se não ela vai começar já."

Meu Deus. E agora?

Tomei um rapé, fechei os olhos e pedi orientação.

E recebi a instrução clara do astral, de Iansã: pegar uma flor amarela e fazer um trabalho específico pra encaminhar aquela presença.

Mas era meia-noite… onde eu ia achar uma flor amarela aquela hora?

Desci pro térreo, perguntei pros pais se tinha alguma flor na casa, no jardim, qualquer coisa... nada.

Preparei o fogo no carvão pra defumação enquanto pensava "e agora, como vou resolver isso?".

Comecei a defumar. A fumaça foi subindo… e então veio a imagem, quase como uma miração, de mim mais cedo guardando aquela única flor amarela dentro do vaso de xaxim na clínica.

Na hora larguei a panelinha na mão do pai.

"Espera aí que eu já volto."

Saí correndo. Fui até a clínica, peguei a flor e voltei.

Preparei o trabalho completo dentro do pote de xaxim. A flor amarela no centro. Os elementos certos. As palavras certas. A intenção precisa de encaminhar aquela presença, de cortar a obsessão, de liberar aquela criança.

Subi de novo. Defumei o quarto inteiro, cada canto, cada espaço.

Lá da cama, a menina gritava:

"Tio, ela vai pegar você! Ela está com muita raiva!"

Continuei… fechei o trabalho e respirei fundo.

Perguntei: "Cadê ela agora?"

A menina olhou pro canto... o corpo dela relaxou visívelmente.

"Ela não está mais aqui, tio... Chegou uma mulher mais alta, toda de vermelho e levou ela. Ela não está mais aqui."

Iansã tinha vindo buscar.

Deixei a flor dentro do pote no quarto dela até o dia seguinte pra manter a proteção.

No outro dia de manhã, voltei lá. O pai abriu a porta com rosto de quem finalmente tinha dormido. A filha tinha passado a noite toda tranquila. Sem chorar, sem gritar e sem ver nada.

Peguei o pote com a flor… precisava entregar na cruz do cemitério pra fechar o trabalho.

Sábado de manhã. Cheguei no cemitério carregando o pote.

Andando entre os túmulos, olhei pro lado.

Tinha um velhinho sentado na beira de um túmulo. Chapéu de palha, todo de branco. Aquela presença que você olha e sabe que não é completamente deste plano.

Parei...o coração acelerou.

"Bom dia", consegui falar me tremendo todo.

"Bom dia", ele respondeu, sorrindo.

Silêncio... tentei preencher: "Será que vai chover?"

"É, parece que o tempo está querendo se armar."

Continuei andando. Entreguei o trabalho na Cruz Mestre, fechei e agradeci.

Quando voltei pelo mesmo caminho, o velhinho ainda estava ali. E agora tinha outro, muito parecido, mas de pé, mais moreno, saindo de trás de outro túmulo.

O que estava de pé olhou direto pra mim:

"É, filho. Tuas preces foram atendidas, tá? Pode ir. Que Deus te abençoe. Vai com Deus."

O que estava sentado repetiu:

"Vai com Deus, tá, filho? Deus te abençoe."

Saí do cemitério com a pele toda arrepiada, sabendo exatamente quem eram aqueles velhinhos. Sabendo que tinha recebido a confirmação de que o trabalho estava feito.

[Silvia de volta]

A menina hoje tem 13 anos. Nunca mais viu nada dentro de casa. Nunca mais viu nada na rua e está bem.

Os pais fizeram o pedido certo: que a mediunidade dela fosse poupada até ter maturidade pra lidar com isso, que quando chegasse a hora, eles estariam preparados pra levar ela pra desenvolver o dom do jeito certo.

Foi atendido.

Eu conto essa história porque a maioria não sabe ou não acredita que isso existe.

Não sabe que tem crianças vendo o que adultos não veem. Não sabe que obsessões espirituais acontecem em casas normais, e que não se resolve ignorando.

Precisa de conhecimento, de técnica, de quem saiba trabalhar nessas camadas.

E às vezes precisa de uma flor amarela que se guardou sem saber por quê, porque o astral já estava organizando as peças.

Sabe o que mais me impressiona nessa história?

Não é só o encaminhamento da entidade. Não é só a criança que foi liberta. Não é só a confirmação dos pretos velhos no cemitério.

É a flor.

Aquela única flor amarela que ele guardou de manhã, sem saber por quê. Sem razão lógica. Só um impulso de pegar e guardar dentro do vaso de xaxim.

E à meia-noite, quando ele precisou exatamente daquela ferramenta específica pra resolver a situação, ela estava lá… esperando.

O astral já estava organizando as peças muito antes do telefone tocar. Muito antes da criança estar em perigo. Muito antes de qualquer um saber que aquela flor seria necessária.

Isso me ensinou algo profundo sobre como o plano espiritual opera: a orientação vem antes da crise.

Quantas vezes você teve um impulso aparentemente sem sentido… guardar algo, levar algo, passar em algum lugar e só depois entendeu por quê?

Quantas vezes você ignorou esses impulsos por achar que não faziam sentido lógico?

A sincronicidade não pede licença. Não explica... não justifica.

Ela só prepara. E quando você confia, mesmo sem entender, as ferramentas já estão prontas quando você precisa delas.

Se você conhece uma família passando por algo parecido, criança vendo coisas, casa pesada, situações que ninguém consegue explicar mas todo mundo sente, encaminha essa newsletter pra eles.

Às vezes a pessoa só precisa saber que isso existe, que tem nome, que tem solução. Que não é loucura. Que não precisa continuar fingindo que vai passar sozinho.

E se você quer acompanhar mais histórias e ensinamentos assim, me segue lá no Instagram @terapeutasilviacarolo, é onde eu também compartilho o dia a dia desse trabalho, as coisas que a maioria tem medo de falar, mas que precisa ser dita.

Silvia
O Portal

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