
Ela gravou o áudio assim que acordou.
Dava pra ouvir na voz que ainda tinha gosto metálico na boca, que a cabeça latejava, que cada palavra doía de sair. "Silvia, eu me sinto muito mal. Muito, muito, muito mal."
E aí ela começou a contar o que tinha acontecido na festa do dia anterior, mas o que ela não sabia é que estava descrevendo algo muito maior do que uma ressaca.
Ela controla tudo na vida. Tudo mesmo. Trabalho, casa, filho, agenda, cada detalhe sob comando porque vive sozinha e acredita que se soltar o controle por um segundo, tudo vai desmoronar. "Eu morro de medo de perder o controle de algo", ela disse.
Mas esse controle todo cansa demais, e às vezes ela precisa relaxar, então vai numa festa e bebe. Só que aí acontece uma coisa estranha… ela não consegue parar no primeiro copo. Nem no segundo. Bebe até algo dentro dela desligar completamente, até finalmente conseguir soltar o que segura o dia inteiro.
Ontem foi um desses dias. Festa na piscina, amigos do trabalho, o filho dela nadando e brincando com as amigas dela. Pra ele foi maravilhoso. Pra ela, no dia seguinte, catástrofe interna.
"Eu sou uma péssima mãe. Eu tava com meu filho e bebi demais."
Sendo que pra ele foi perfeito. Mas pra ela, a culpa estava cortando por dentro como vidro moído, a vergonha não parava, o julgamento brutal dela sobre ela mesma estava insuportável.
E aí ela disse uma coisa que me chamou atenção: "Parece que entra um espírito em mim que não sou eu, sabe? Não sei explicar."
Ela tinha acabado de descrever exatamente o que acontece no campo energético quando alguém bebe.
Olha, eu vou te explicar uma coisa que muita gente não sabe sobre álcool e espiritualidade.
Quando você bebe, o campo energético do seu corpo abre. Cria fissuras na proteção natural que você tem. E aí entram seres obsessores, entidades que quando eram vivas também eram dependentes de álcool, que morreram presas nesse padrão e agora ficam vagando, procurando alguém que abra uma porta energética pra elas poderem beber através daquele corpo.
Não é metáfora. É literal.
Por isso que ela não consegue parar no primeiro copo. Por isso que ela "solta o boi" como ela mesma disse. Por isso que faz coisas que não faria sóbria. Não é só ela ali bebendo, são essas presenças drenando a energia dela, estimulando ela a beber mais, e mais, e mais.
E no dia seguinte vem aquela ressaca. Não física, mental.
Os pensamentos negativos dessas entidades ainda estão reverberando no campo energético dela. Culpa, vergonha, autossabotagem, julgamento brutal...
Não são nem pensamentos que vêm originalmente dela, são ecos que ficaram grudados.
Quando ela me mandou aquele áudio descrevendo como se sentia, o que eu ouvi foi o campo energético dela ainda carregado com frequências que não eram dela.
Mas tem uma coisa mais profunda acontecendo aqui, e é sobre isso que eu quero falar com você hoje.
Ela me disse no áudio que bebe pra relaxar, pra soltar o controle. Mas não é isso. É fuga. Porque o que ela realmente precisa soltar não é o controle das coisas, é a ilusão de que ela tem controle de alguma coisa.

Vou ser bem direta: ninguém tem controle de nada, absolutamente nada. Ser multifuncional, dar conta de tudo, gerenciar cada detalhe da vida… isso não é estar no controle, é estar sendo controlada. Controlada pela mente inconsciente, pelos padrões que você herdou, pelas programações que foram instaladas em você muito antes de você nascer.
Aquela voz interna que te convence de que se você soltar um milímetro tudo vai desmoronar? Não é você. É a mente manipuladora, a mente que te controla fazendo você achar que você que está no controle.
E é aí que me veio algo que mudou completamente a minha vida: ninguém precisa de cura porque ninguém está doente.
Eu sei que isso soa estranho. Todo mundo fala em "curar bloqueios", "curar traumas", "curar feridas". Mas sabe o que acontece quando você fica buscando cura? Você fica afirmando que tem uma doença. Fica reforçando que algo em você está quebrado, errado, defeituoso, que precisa ser consertado.
Mas você não está quebrado(a). Você não precisa de cura. Você precisa de transformação.
E a diferença é gigantesca.
Cura te mantém olhando pro que está "errado" em você. Transformação te coloca em movimento em direção ao que você pode se tornar. Cura é consertar o quebrado. Transformação é escolher diferente a partir de agora.
Ela não precisa se curar de alcoolismo. Ela precisa transformar o padrão de controle que a leva a buscar escape na bebida. Ela não precisa se curar da culpa. Ela precisa transformar a forma como se relaciona com as próprias escolhas. Ela não precisa consertar nada, só precisa escolher diferente daqui pra frente.
Porque ontem já passou. Não dá pra voltar e mudar. Mas hoje você escolhe. Amanhã você escolhe de novo. Transformação não acontece na terapia, acontece na escolha diária, no "a partir de agora eu faço diferente".
Eu passei pra ela um exercício bem simples, e vou passar pra você também.
Exercício de Escolha Consciente:
Nos próximos três dias, toda vez que vier um pensamento de autossabotagem: "eu sou péssima mãe", "eu nunca consigo", "eu sempre erro", para, respira fundo, e faz duas perguntas em voz alta:
"Esse pensamento está me curando ou me mantendo quebrada?"
"Se eu pudesse escolher quem ser agora, escolheria continuar acreditando nisso?"
Você não precisa ter resposta na hora. Só o ato de fazer essas perguntas já quebra o automatismo, já cria um espaço entre você e o pensamento destrutivo.
Depois escolhe conscientemente um pensamento diferente pra testar. Não precisa acreditar completamente ainda, só escolher testar.
"Eu estou me transformando."
"Eu posso escolher diferente agora."
"Eu não sou meus erros. Sou minhas escolhas a partir de agora."
Ela escolheu tomar um litro de água com limão por três dias pra limpar o corpo físico e o campo energético. E principalmente, escolheu não colocar mais álcool na boca. Não porque está "curando um vício", mas porque decidiu transformar o padrão.
Então te pergunto: o que você está tentando curar que na verdade precisa transformar?
Qual padrão você repete achando que é "quem você é" mas na verdade é só uma programação rodando no piloto automático?
E principalmente: qual é a decisão que você toma hoje sobre isso?
Se essa newsletter mexeu com você, preciso te pedir três coisas:
1. Me segue no Instagram @terapeutasilviacarolo
Ali eu compartilho diariamente sobre esses padrões invisíveis que te controlam sem você perceber. É O Portal em doses diárias.
2. Encaminha pra 5 pessoas específicas
Não qualquer pessoa. Aquelas 5 que você sabe que estão tentando se "curar" de algo, mas talvez só precisem se transformar. Que vão entender o que isso significa de verdade.
3. Responde esse e-mail
Me conta: qual padrão você percebeu que está tentando curar ao invés de transformar? Eu leio todas as respostas.
Transformação acontece quando você para de tentar consertar o que não está quebrado e começa a escolher conscientemente quem você quer ser.
Silvia
O Portal

